Vivemos nas ruínas das escolhas do ontem
E com nossas veias vazias sangramos hoje
Sustentando uma energia de quem só foje
Gastando tudo até não restar um vintém
E lamentamos nossas famigeradas perdas
E gritamos, choramos, bradamos ao vento
Esquecendo que nós não fomos atentos,
Que não fugimos, nossas pernas foram lerdas.
Mas vivemos ainda em paz com o presente
Ainda que ele reflita nosso desamor
Ainda que ele somente se perca em nossa mente.
Seguimos nossas falhas débeis rumo ao calor
Queimamos nossa alma, fingimos ser valentes
Quando na verdade só nos resta o torpor.
Imagem gerada por IA (Gemini)

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