Há ouro nas cicatrizes
E prata nos sofrimentos.
Pois quem luta com matizes,
Não para com rompimentos
Segue voando em asas felizes
Só, rodopiando em acolhimento.
E não se inclui entre os infelizes
Nem esconde seu sentimento
Mas não se confunda isso com paz,
Pois o clamor interior liberta
A alma e o espírito do incapaz
E mesmo na presença da morte certa,
A cálida recebedora tenaz,
Permanece na luta, vigiante, alerta.

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