O Fio

Nascemos nus e somos postos nessa dança
Com um tapa na bunda postos a chorar
E não adianta estapear, reclamar ou orar,
Pois Ariadne nenhuma nos teceu a esperança.

Inseridos num labirinto maldito,
Tresloucados, fugindo constantemente,
Do Minotauro e seu urro tremente,
Sem encontrar nunca o fio bendito.

E nos dizemos de pó, Cristo, molde e barro,
Buscando uma esperança fantasiosa,
Em uma fé rasa, com fios emaranhados

E seguimos uma trilha capciosa,
Fugindo do monstro, do medo, do malho,
Na vontade de deusas caprichosas.

Imagem gerada por IA (Gemini)

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