Sacrifícios hediondos à luz do dia
revelam a nobreza das dores,
a vida e a morte sem cores,
os arredores de uma vida vadia.
Levados pela minhoca de metal,
embalados com odores nauseantes,
com sonhos cansados, estenuantes,
em uma penúria sensorial.
À noite se cala em asco, em prantos,
Espera com a barriga cheia e a alma vazia,
Por um confortante abrigo ou recanto,
Escondendo de dentro a dor, a azia,
Mas desfazendo-se a cada minuto entretanto,
Sem desconsiderar a morte, a primazia.
Créditos da Imagem: Diário do Rio
Publicado originalmente em 15/06/2026


Deixe um comentário