Ao chegar com sua pedra ao topo,
Sísifo a vê rolar morro abaixo.
E ele se vê sem vão, sem escopo,
voltando, descendo cabisbaixo.
Mas eu me pergunto curioso:
Quem derruba a pedra fatídica?
Quem poderia ser tão caprichoso
de impedir a destinação mística?
Seria você ou eu capaz dessa derrocada?
Seríamos nós culpados dessa artimanha?
E se sim, como explicar essa patada?
Mais fácil dizer que nessa lambança
Não temos sina, culpa ou cartada
E sim o destino que ao léo se lança.
Créditos da Imagem: Creative Market
Publicado originalmente em 22/06/2026


Deixe um comentário