Rainbow in the dark – Tradução livre e Resenha

When there’s lightning, you know it always brings me down
‘Cause it’s free and I see that it’s me
Who’s lost and never found
I cry out for magic, I feel it dancing in the light
It was cold, I lost my hold
To the shadows of the night


No sign of the morning coming
You’ve been left on your own
Like a rainbow in the dark
A rainbow in the dark

Do your demons, do they ever let you go?
When you’ve tried, do they hide, deep inside
Is it someone that you know?
You’re just a picture, you’re an image caught in time
We’re a lie, you and I
We’re words without a rhyme

No sign of the morning coming
You’ve been left on your own
Like a rainbow in the dark
Just a rainbow in the dark
When there’s lightning, you know it always brings me down
‘Cause it’s free and I see that it’s me
Who’s lost and never found

When there’s lightning, you know it always brings me down
‘Cause it’s free and I see that it’s me
Who’s lost and never found
Feel the magic, I feel it floating in the air
But it’s fear, and you’ll hear
It calling you. Beware!

There’s no sight of the morning coming
There’s no sight of the day
You’ve been left on your own
Like a rainbow
Like a rainbow in the dark, yeah!
Like a rainbow in the dark
Just a rainbow in the dark
There’s no sight of the morning
You’re a rainbow in the dark

Quando há um raio, sabe, isso sempre me deixa pra baixo
Por que ele é livre e eu vejo que sou eu
Que estou perdido e nunca encontrado
Eu grito por magia, eu a sinto dançando na luz
Estava frio, me escapou das mãos
Para as sombras da noite

Nenhum sinal da manhã chegando
Você foi abandonado
Como um arco-íris no escuro
Um arco-íris no escuro

Seus demônios, eles alguma vez o deixam ir?
Quando você tentou, eles se esconderam, bem no fundo
Seria alguém que você conhece?
Você é só uma foto, uma imagem capturada no tempo
Somos uma mentira, você e eu
Somos palavras sem rima

Nenhum sinal da manhã chegando
Você foi abandonado
Como um arco-íris no escuro
Só um arco-íris no escuro
Quando há um raio, sabe, isso sempre me deixa pra baixo
Por que ele é livre e eu vejo que sou eu
Que estou perdido e nunca encontrado

Quando há um raio, sabe, isso sempre me deixa pra baixo
Por que ele é livre e eu vejo que sou eu
Que estou perdido e nunca encontrado
Sinta a magia, Eu a sinto flutando pelo ar
Mas há medo, e você a escutará
Te chamando. Cuidado!

Não há sinal da manhã chegando
Não há sinal do dia
Você foi abandonado
Como um arco-íris
Como um arco-íris nbo escuro, yeah!
Como um arco-íris nbo escuro
Só um arco-íris no escuro
Não há sinal da manhã
Você é um arco-íris no escuro

Source:  LyricFind
Songwriters: Jimmy Bain / Ronnie James Dio / Vincent Appice / Vivian Patrick Campbell
Rainbow in the Dark lyrics © BMG Rights Management, Duchamp, Inc, Universal Music Publishing Group, Vincent Appice D/B/A Appice Music

Resenha:

Eu sempre me perguntei o que seria esse “Arco-íris no escuro”. Pode parecer besteira, mas meu pensamento quase literal tinha uma dificuldade em entender essa letra a fundo. Até que parei para analisar…

Um arco-íris é algo raro. Requer condições específicas para acontecer, como a luz do sol passando pelas gotas d’água e o observador estar em um local que o permita ver esse espetáculo. Entendo que o que o Dio quer dizer com o termo “arco-íris no escuro” (“Rainbow in the dark“) é algo como uma beleza, uma preciosidade que é perdida por não poder ser vista, por estar num local errado. E é nesse sentido que me identifiquei tanto com a música. 

Logo no começo ele busca demonstrar que a luz do raio é livre e, por isso, nos deixa mal, pra baixo: Por que ela joga na cara que é ele (ou eu?) que está perdido e nunca encontrado (“Lost and never found‘). Note que há um observador. Há alguém que talvez estivesse buscando esse eu perdido, mas que nunca o encontrou. Como um talento nunca revelado, nunca visto, nunca liberado.  

Há um grito pelo sobrenatural – a magia! (“I cry out for magic…“), e ela é real! o Eu da música a sente na luz, mas ela é fria (“it was cold“) e apesar de conseguir pegá-la, ele a perde (“lost my hold‘), e ela se perde nas sombras da noite (“… to the shadows of the night“), reforçando a ideia de que mesmo com o apoio sobrenatural, nem assim esse talento oculto, essa força, esse aspecto que poderia ser grande, como um arco-íris, não consegue ver o nascer do dia (“no sign of the morning coming“), ou seja, não consegue sair para luz, florescer, brotar, germinar!

E ele segue falando dos demônios de cada um, aqueles que nunca te deixam (“Do your demons, do they ever let you go?). E será que quando tentamos nos libertar deles, o que eles fazem não é se esconder de nós (“When you’ve tried, do they hide, deep inside“) nos cantos mais obscuros de nós mesmos? E a parte que mais me assusta: seria alguém que você conhece? (“Is it someone that you know?“) E por que me assusta? Simplesmente por que pode ser qualquer um. Nossos ardilosos demônios podem vir de nós ou de alguém. Algum conhecido que plantou essa semente pérfida em nosso coração e lá está. E nós nos tornamos nada mais que uma imagem, algo preso no tempo (“You’re just a picture, you’re an image caught in time“), naquele tempo que aquela semente foi plantada e nunca mais retirada. Nos tornamos uma mentira (“We’re a lie, you and I“), algo sem valor, fingido, como palavras que não encaixam, não rimam (“We’re words without a rhyme“).

A metáfora é simples, no sentido de que a mensagem é clara. Ela fala de um eu-lírico que por suas fraquesas e receios, por seus medos e pelo efeito negativo de influências de outras pessoas, não consegue trazer para a luz o seu brilho, não consegue mostrar seu arco-íris para o mundo pois está na escuridão. Eu iria além: Ele não consegue nem saber a extensão de sua luz, de sua força, de sua aptidão rara, pois ele se vê como um arco-íris na escuridão talvez pelo próprio medo de que for para a luz, ele nem seja tão especial assim.

O melhor da música, na minha opinião, é o final. Ele não é cheio de esperança, dando uma mão ou ajuda para ir para a luz; não há um direcionamento ou uma oferta de caminho; não há consolo. Apenas a fria e dura realidade de que não há sinal da manhã (“No sigh of the morning coming“), pois você é o arco-íris na escuridão (“You’re a rainbow in the dark“).

Publicado originalmente em 04/05/2026

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