Delírios sombrios de pavor e sangue
trazem à tona as frias e ardilosas
cobras, sedentas e venenosas do mangue,
que se enredam n’almas cruas e tenebrosas.
Em seus luxuosos e requintados palácios
vivem os homens que julgam-se incólumes,
inocentes e bons. Mas sobram falácias
que levam de comboio para suas necrópoles.
Faça-se do ovo podre o alimento,
da vida sem sentido o norte, o oriente
e do caos escondido, o único sofrimento.
Pois não há luz que não seja da sombra semente,
Não há paz que não tenha tormenta,
Não há rancor que não sobre em torrente.
Imagem gerada por IA (Gemini)
Publicado originalmente em 25/05/2026


Deixe um comentário