Morrer

Às vezes me pego flertando com a morte.
O desejo se esvai, a desesperança toma conta
A sombra ganha força e somente a ela aponta e
perco a vontade de ser forte.

Deve ser bom. Morrer! A derradeira ação humana!
O último e devastador sofrimento,
o fim de uma jornada em um momento
Partir dessa existência profana.

Em meu último suspiro estaria em paz,
sabendo que não seria mais um fardo,
que livraria o mundo de outro bastardo,
que ao menos assim de algo certo fui capaz.

Quando viesse o último bater do meu coração,
meu último suspiro minha boca exalasse,
e meu cérebro se desligasse
e meu corpo estivesse inerte, sem ação,

Me entregaria ao vazio do esquecimento,
à solidão eterna e pura
daqueles que morrem em amargura,
no resultado final do desfalecimento.

Créditos da Imagem: Revista Bula
Publicado originalmente em 11/08/2022

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