Nada faz sentido.
Vivemos e morremos,
sentimos, fazemos, sorrimos e sofremos,
passamos inertes, empurrados
por uma torrente de tempo
que chamamos vida
sem nos aceitarmos ou compreender-nos.
E assim vamos todos para alguma direção.
Para algum lugar sem nexo,
num comboio desconexo,
sem vontade e sem ilusão.
E no fim, padecemos
sem memória, sem promessa
numa simples remessa.
Partimos e nos desfazemos,
cessamos nossa existência como começamos,
sem nenhuma “força divina”,
sem lugar à mesa, sem sentido.
Nos deixamos criar e também
nos deixamos levar ao além,
e a tudo isso somente dizemos “Amém!”
Imagem criada por IA (Gemini)
Publicado originalmente em 26/01/2026
Escrito durante internação no Hospital Dia em 16/12/2022
Link para a conversa com Gemini sobre esse poema.
LInk para o próximo poema da série.


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