Link para o poema anterior da série.
Como um conto incompleto,
um poema sem nexo,
ou um ator perplexo,
de pavor e de amor repleto,
sigo caminhando, “sempre em frente”,
com orgulho e vergonha –
o caído da cegonha,
sem lar, sem par, incoerente.
Vivo de amores contidos
e de feridas abertas,
mas uma coisa é certa,
de tédio não sou acometido.
Me perco, me encontro, me solto,
só para depois perder a cor.
Vivo sem viver, vivo com amor,
e parar o lar sempre volto.
Imagem gerada por IA (Gemini)
Publicado originalmente em 23/02/2026
Escrito durante internação no Hospital Dia em 05/01/2023
Conversa com Gemini sobre esse poema.


Deixe um comentário