Caído da Cegonha (O Inventário das Sombras Vivas parte 5)

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Como um conto incompleto,
um poema sem nexo,
ou um ator perplexo,
de pavor e de amor repleto,

sigo caminhando, “sempre em frente”,
com orgulho e vergonha –
o caído da cegonha,
sem lar, sem par, incoerente.

Vivo de amores contidos
e de feridas abertas,
mas uma coisa é certa,
de tédio não sou acometido.

Me perco, me encontro, me solto,
só para depois perder a cor.
Vivo sem viver, vivo com amor,
e parar o lar sempre volto.

Imagem gerada por IA (Gemini)
Publicado originalmente em 23/02/2026
Escrito durante internação no Hospital Dia em 05/01/2023

Conversa com Gemini sobre esse poema.

Respostas

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