
O pulso, pungente, o mar sereno
do bar entrante na selva incessante
ao rio estridente a cotovia falante
carola à luz faceira de lua brilhante
com São Jorge habitante em que, pasmem,
moribundo Dragão da chama acesa, processo
invertido do juiz catedrático com gárgula à porta,
pregava à carola, faceira com véu da noite,
erguida à Lua acesa com luz em breu,
na asa do anjo ou da cotovia?
Ou talvez do pardal, professor enérgico
da força pura do campo magnético,
bulido em burburinhos, murmurinhos
e borbulhos cálidos de mar violento,
penetrantes como os olhos da noiva,
com véu aberto, sonhando com noites
pungentes enquanto, bêbado, Jorge
sonha com Carola, cartomante, quiromante e
pálida à luz do luar da nova selva de pedra
tolhida à guerra vencida a força da Espada
de Ogum que, com Iemanjá e Oxum faziam
festa bêbados ao terreiro do celeste inverno
branco ao som dos rugidos de dourado Dragão
da cansada e pálida cotovia-pardal voadora
do céu de Gales do Sul, ou do Oeste do Rio Amazonas
ou de Kioto, onde tudo, tudo pode acontecer!
Ao pulso medido na selva ao nível do mar
por Jorge, médico do hospital Cotovia, esposo
de Carola casados na noite, cansados no dia,
desquitados a fogo-fátuo com a benção do
anjo-dragão, a céu aberto por um juiz desmiolado
amante de Gárgulas e de faceiras carolas embreagadas.
Justas as Carolas que amam juízes e separam-se de
maridos injustos e embreagados à porta do gárgula-tribunal,
incisivo e voraz, com fogo ardente, pungente a pulso ferido e mortal.
Esquecem-se de Jorges furados e penetrados por
espadas-lanças de Oguns-Dragões,
habitantes de luares-selva de pedra-relva,
onde mora o angelical pardal-cotovia, de asas marrons-esbranquiçadas
e carregam, na lenda e no sonho, as almas de Jorge-Carola ao mar brilhante.
Créditos da Imagem: KY3 The Place To Be
Publicado originalmente em 24/03/2026
Escrito em meados de 2000

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